domingo, 1 de novembro de 2009

Jogo dos 8 erros - VI


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Diz a lei: aquele que comete erros vai para trás das grades. Então eu mereço ser enjaulado oito vezes. Mas antes disso vocês vão ter que descobrir o que eu fiz de errado, ok?

Foto tirada na Fortaleza de Santa Cruz - Niterói. Da esquerda para a direita: Lucas, Diego, David, eu e Jennifer.

Resposta do Jogo dos 8 erros V
* Unha da Fernanda.
* Topo do cabelo do Maurinho.
* Mancha duplicada na parede à direita.
* Linha interrompida na blusa da Fernanda, abaixo da flor.
* Pedras sem divisória à esquerda.
* Pintas multiplicadas no braço da Fernanda.
* Ausência do cordão do Maurinho.
* (esqueci! Quando lembrar, coloco). Lembrei: Sombrancelhas unidas do Mauro.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mar e Sol

 

Uma bela canção...

121416566 

Um Sol
Eu sou
Para o seu mar, ó meu amor;
Você
O mar é
Para o meu Sol, para eu me pôr;

Me pôr
Em você,
Me espelhar, me espalhar;
Meu Sol
De arrebol
Deitar no leito de seu mar

E entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Em você morrer, morrer.

Um só,
Um nó
De fogo e água, terra e céu,
A sós,
Somos nós,
De corpo e alma, você e eu;

E eu
A descer,
A desnascer, desvanecer;
A ser
Em você
Um Sol a se dissolver

Ao entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Em você morrer, morrer.

Depois,
Nós dois,
Olhos nos olhos, vis-à-vis,
Nos seus
Olhos meus,
Me vejo no que vejo ali;

Ali,
Eu-você,
Olho no olho a se espelhar,
Amor,
Sem temor,
Olho o que eu olho me olhar

Ao entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Com você morrer, morrer.

Paixão de fogo de paixão
De fogo de paixão
De fogo de paixão,

Em que me afogo de paixão
Me afogo de paixão
Me afogo de paixão

Mar e Sol - Gal Costa

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vintões: somos tão jovens assim?


Olá pessoal,

Recebi esses dias um e-mail da minha colega Amanda (que estudou comigo no colégio), do blog "Mandicaaaa...". A mensagem contém fotos de produtos antigos que faziam a alegria da criançada há alguns anos atrás. Foi impossível não me surpreender, pois eu lembro de muita coisa ali. Inspirado pelas fotos, resolvi escrever este post contando um pouco sobre alguns desses produtos (e outros que não estão nesse e-mail) sob minha ótica e experiência com eles.


Atari

atariEu tive um! Foi o meu primeiro videogame, óbvio. Digo "óbvio" pois não me lembro de ter existido nenhum outro videogame antes dele. Mesmo com aqueles pixels grandes, eu me divertia muito. Tinha um jogo do pac-man sensacional. Também me lembro de um com navezinhas. Elas iam se aproximando do meu avião todo quadriculado, e eu tinha que atirar em todas elas. Às vezes não eram naves, eram objetivos esquisitos que cresciam e se aproximavam de mim. Chegava um ponto que era bem difícil. Curti muito. Qualidade baixa com alto nível de divertimento.

O fim da minha relação com o Atari foi bem chato. Certa vez chegamos eu e minha mãe do colégio (ela sempre ia me buscar), e a casa em que morávamos nessa época tinha sido arrombada. Haviam levado a nossa televisão, e com ela, uma espécie de fio ou adaptador que ligava o meu Atari à TV. Não lembro porque não compramos um outro fio ou adaptador para o videogame. Acho que era difícil encontrar à venda, sei lá. Só sei que nunca mais o joguei. Nos mudamos para a atual casa, o Atari veio junto, mas ficou como velharia. Ele foi empoeirando até o dia em que foi para o lixo. Saudades.

Lembrar do Atari me faz lembrar de que não precisamos de alta resolução e nem de jogos muito complexos para nos divertimos.


Pirocóptero

piro Você ia até a venda da esquina, comprava um pirulito do seu sabor preferido e... pirulito que nada! Bom mesmo era a pequena hélice de plástico que vinha junto e que você anexava ao palito para virar um pirocóptero! Tcharam!

Parecia simples, mas não era tanto. Você tinha que praticar muito até pegar o jeito de fazer aquele troço voar decentemente. Perdi as contas de quantas vezes tomei porrada de pirocóptero no olho. E de quantas vezes eles caiam nas casas dos vizinhos.

A última vez que tive contato com algo semelhante ao pirocóptero da foto ao lado foi no colégio, quando meus colegas me ensinaram a fazer um de papel. Era legal demais! Como a gente estudava em um andar alto, colocávamos nossos "equipamentos" para voar da janela. E como eram de papel, não necessariamente desciam. Às vezes planavam ou até mesmo subiam por causa do vento. Era um monte deles voando ao mesmo tempo. Isso foi no 3º ano. Sim, eu sei, infantil demais para 17 anos. Fazer o que né? Eu adorava!


Ioiô de refrigerante

ioio Isso foi uma febre na época. TODOS tinham um ioiô da Coca-Cola, da Fanta, ou seja lá de qual marca de refrigerante fosse. Eu, como sempre fui naturalmente mais atrasado em relação à essas modinhas, só fui ter o meu depois. Na verdade não sei se comprei, ganhei ou se simplesmente apareceu um nas minhas mãos. Sim, porque estava tão na moda que não era de se espantar que você tivesse um mesmo que não quisesse.

O tempo ia passando, e os ioiôs foram se aprimorando. Até que chegou um momento que surgiram uns que brilhavam e tudo. Eram o máximo! Ter um ioiô maneiríssimo, que emitia luz, e saber fazer acrobacias com ele aos 12, 13 anos de idade era tão atraente quanto ter uma Ferrari aos 25. As menininhas se amarravam.

Eu não tive um ioiô cintilante, e mal sabia brincar com o meu simpleszinho. Mas a lembrança dessa época ficará guardada para sempre. Afinal, comparando com os dias de hoje, chega a ser engraçado imaginar um recreio em que todas as crianças brincavam com algo que em sua essência é tão ingênuo.


Bolinha perereca

bolinha Sim, aquelas da máquina de 25 centavos. E da geração antiga de moedas, diga-se de passagem. Só havia a prateada. Eu colecionava essas bolinhas. Devo ter gasto uma pequena fortuna com elas. Mas de 25 em 25 centavos, quem é que percebe, não é mesmo?

Pois bem... sempre que me sobrava uma moedinha da merenda, se fosse de 25 centavos, lá ia eu inseri-la naquela máquina super legal e pegar a minha mais nova bolinha perereca para a coleção. Ficava chateado quando era uma bolinha igual ou muito parecida com alguma que eu já tivesse. Mas eu não a rejeitava. Eram como filhas para mim. E eu cuidava de todas muito bem. Até lavá-las eu fazia.

Sempre brincava com uma de cada vez para não perder. Aliás, perder aquelas bolinhas era a coisa mais fácil do mundo. Bastava jogar alguma com uma força não muito grande no chão, e pronto... a bichinha ficava que nem doida pra lá e pra cá, te confundia, e você não via onde ela tinha ido parar.

Pelo o que eu me recordo, o fim da minha coleção se deu quando eu simplesmente enjoei de zelar tanto por elas. Comecei a jogar todas de uma vez. Pegava a mão cheia delas e tacava tudo no chão do meu quarto (com a porta trancada) para que elas me divertissem pulando pra tudo quando é lado, se chocando umas com as outras e batendo em mim. Coisas de Renan, haha.


Mola maluca

mola Essa coisa tinha poder terapêutico! A mola se movimentava, aquelas cores iam passando. Relaxava legal. Mas pena que todas as que encostavam em minhas mãos, quebravam. Isso porque eu não brincava somente da maneira normal, ou seja, fazendo o desequilíbrio de altura entre uma mão e outra. Eu pegava a mola, esticava, rodava no alto que nem peão de boiadeiro, usava para bater nos outros. Enfim, eu pedia para que todas elas quebrassem. Mas isso não era problema, pois logo eu ganharia outra como brinde em alguma festa de aniversário infantil. Até o dia em que fiquei velho demais para ganhar uma.


Tamagotchi

tamaTambém fez sucesso na época. Ganhei um no Dia das Crianças. O meu fazia parte daqueles primeiros tipos que foram lançados, cor vermelha, quase igual ao da foto. O bichinho virtual nascia em forma de bolinha gelatinosa com dois pixels dando formato aos olhos, e tinha que ser alimentado até se tornar um dinossauro de grande porte. Você podia fazer dele um carnívoro (dando de comer diariamente coxas de frango) ou um herbívoro (dando cenoura).

Da primeira vez quis que ele fosse um carnívoro. E assim foi. Alimentava-o com coxas de frango e de vez quando dava um sorvetinho para ele. Mas não podia abusar no sorvete, pois cada um o fazia engordar 1kg. E as mulheres ainda reclamam da vida...

O safado ainda era criado no ar-condicionado, hehe! E eu tinha que brincar frequentemente com ele de "pedra, papel ou tesoura" para manter a sua felicidade. Acordava às 9h e ia dormir as 21h, pontualmente. Disciplinado o bichinho. A cada dois dias, ele crescia um pouco. E era muito legal ver a sua evolução.

Pois bem, um belo dia ele virou um tiranossauro Rex. Eu estava feliz por ter completado o seu ciclo de vida. Era só esperar ele morrer para virar um anjinho e... virou vampiro. Não gostei, e perdi o interesse depois.

***

Ao terminar esse texto, pergunto a vocês: somos realmente tão jovens assim? Bom, se vamos viver até os 80 anos, sim, nós somos. Afinal se passou apenas 1/4 de nossa vida. Fico imaginando como será lembrar futuramente dessas e de mais coisas que estão por vir...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Jogo dos 8 erros - V

 

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Diz o Maurinho que não se lembra de algumas coisas que ocorreram nessa festa. Ele ainda alegou ressaca moral no dia seguinte. Bom, esse tipo de coisa só aparece quando você fez algo de errado. E muitos erros foram talvez cometidos por alguns nessa festa sim (hehe), mas essa foto mostra apenas 8 deles. Divirtam-se, pois com certeza os dois aí de cima estavam se divertindo!

Na foto: Maurinho e Fernanda

Resposta do Jogo dos 8 erros IV

Estrela tatuada no braço da Morena / Botão duplicado na minha camisa / Ponto de luz do meu lado / Copo de cerveja / Cerca ao fundo / Minha pinta no rosto / Sombrancelha da Morena / Pisca-pisca acima da cabeça da Morena

domingo, 27 de setembro de 2009

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

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Revendo os últimos posts...
Ok, meu blog tá muito, muito meloso!

Exagerado?


Sou um cara intenso em relação a vida. Não que eu siga à risca aquela filosofia de "viver cada dia como se fosse o último".  Quem me dera. Eu digo no sentido de romantizá-la mesmo.

Exemplo disso é que eu sou um nostálgico completo. Volta e meia me pego pensando na minha infância e em outras épocas e comparo com os dias atuais, e percebo o quão interessante é essa coisa do tempo que passa. Eu costumo fazer cronologia mental do tipo "no ano tal me aconteceu isso e isso, e logo após isso. Puxa, eu não esperava!". E fico então destrinchando aquilo na minha cabeça e desenvolvendo mil sentimentos. Tem muita coisa que eu acho que mudou, outras nem tanto. E isso me deixa feliz ou chateado, dependendo da coisa.

O futuro também é algo sobre o qual costumo pensar. Gosto de vê-lo como sendo imprevisível, capaz de mudar cenários, contextos e conceitos. E imaginar que essas mudanças podem ser abruptas o torna ainda mais interessante para mim. Eu não suporto mesmice. E isso de certa forma me preocupa, afinal a gente precisa se apegar a certas rotinas, como o trabalho, por exemplo. Acho que esse característica fará de mim um profissional constantemente agoniado, haha.

Muitas vezes eu vejo o meu futuro como o próximo capítulo de um seriado, no qual além de protagonista, também sou o roteirista. E fico satisfeito e motivado, pois o fim da história depende de mim. Outras vezes sinto que não tenho a função de roteirista, e isso acaba me desanimando, pois é ruim demais pensar que eu tenha que viver sem poder mudar tudo aquilo sobre o qual desejo mudanças.

E é mais ou menos assim que eu vou vivendo... pensando sobre o passado, pensando sobre o futuro, talvez exagerando demais. Só não posso deixar o presente de lado por causa disso. Afinal é baseado nele que eu vou construir meu futuro (mesmo gostando que ele seja imprevisível) e é dele que vão sair as novas lembranças do meu passado. Mas se querem saber, eu sei viver de presente... um pouco romantizado também por mim, claro.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nova câmera


Renan agora está equipado com uma nova câmera digital!
Seguem abaixo duas das primeiras fotos tiradas com ela: uma do meu grande amigo Diego e uma minha.

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sábado, 19 de setembro de 2009

A raposa e o pequeno príncipe

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou... (Renan explica: é uma rosa que brotou onde o principezinho vive, e ele ficou amigo dela)

- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.

O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

(...)

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.




(Capítulo de "O pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry)
Livro disponível para leitura na internet: http://www.mayrink.g12.br/pp/Cap00.htm

Curiosidade: O Pequeno Príncipe é o segundo livro mais traduzido do mundo. Só perde para a Bíblia.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Pensante


Penso sobre a vida
Penso sobre a morte
Penso sobre o amor
Mente sem norte

Vida injusta
Ferrenha e cruel
Vida mansa
Mãos para o céu

Morte triste
Desperta a dor
Morte redentora
Nos agrega valor

Amores que vêm
Amores que vão
Amores eternos
Amor ou paixão

Cabeça boa
Cabeça errante 
Sigo à toa
Sempre pensante

*Renan Mariano*

pensante